Folha de São Paulo: Em batalha contra big techs, EvidJuri capta R$ 40 milhões com venda de recebíveis

Folha de São Paulo: Em batalha contra big techs, EvidJuri capta R$ 40 milhões com venda de recebíveis

Sthefano Cruvinel
Sthefano Cruvinel
Negócios
04 Dez 2025
Folha de São Paulo: Em batalha contra big techs, EvidJuri capta R$ 40 milhões com venda de recebíveis

Para financiar sua expansão, a EvidJuri, empresa de auditoria e perícia judicial, está prestes a captar R$ 40 milhões em uma operação com fundos de investimentos para a venda dos direitos creditórios de ações judiciais em que representa empresas de médio porte contra gigantes tecnológicas globais.

Em batalhas de ‘Davi contra Golias ‘, a empresa já conseguiu reverter, por meio de perícias especializadas, dezenas de decisões judiciais que eram favoráveis a big techs em que companhias brasileiras foram de devedoras a credoras de quantias milionárias.

Em um caso noticiado pelo Painel S.A., a Siemens fechou um acordo e pagou R$ 10,7 milhões para a empresa brasileira TMSA, especializada na movimentação de granéis sólidos. O valor representa 20% do que a companhia alemã teria de pagar por prejuízos causados com falhas em um software fornecido pela multinacional, que levaram a uma perda financeira para a TMSA.

Inicialmente, o valor do processo era de R$ 400 mil, referentes ao prejuízo imediato apurado pela TMSA e aos impactos em seu balanço financeiro. Mas, em meio à disputa, a TMSA decidiu contratar a EvidJuri para auditar e fazer uma perícia nessas perdas, que foram avaliadas em R$ 50 milhões..

Esta é a segunda rodada da operação, em que a companhia negocia uma carteira de recebíveis em honorários de R$ 120 milhões. Na primeira rodada, a EvidJuri levantou R$ 1,5 milhão.

A carteira representa apenas uma fatia do total dos recebíveis em honorários da companhia, que hoje totaliza R$ 1,2 bilhão.

Segundo a empresa, sua carteira é composta por “créditos performados”, com réus de elevada liquidez e com algumas decisões já transitadas em julgado.

Alguns fundos de investimento disputaram esta segunda rodada, e a companhia optou por aquele que apresentou maior afinidade com sua tese de crescimento.

Os recursos serão integralmente direcionados para novas frentes de expansão: abertura de unidades em regiões atualmente não atendidas, reforço de marketing, maior capilaridade comercial e programas de difusão da cultura de provas e da gestão de risco processual.

O mercado em que a EvidJuri atua possui hoje aproximadamente 30 milhões de processos, dos quais entre 1 milhão e 1,5 milhão têm valor de causa superior a R$ 5 milhões, segundo a empresa. A estratégia do escritório é ampliar sua presença nesse nicho sem comprometer sua qualidade.

“O crescimento precisa vir com rigor técnico. Perder qualidade para ganhar escala seria repetir o erro das big techs, que vendem a qualquer custo para bater indicador”, afirma Sthefano Cruvinel, CEO da Evidjuri.

Os processos envolvem empresas que, por uma propaganda falsa, contrataram softwares de gigantes tecnológicas que não eram adequados para sua operação, provocando prejuízos milionários em suas operações.

Também envolve a contratação de serviços de big techs por um valor abaixo do que de fato acaba se concretizando ao longo do processo de implementação, o que causa gastos que chegam a quintuplicar em relação ao previsto inicialmente pelas empresas que contrataram.

Fonte: Folha de São Paulo

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