Em live da Revista Fator Jurídico, Sthefano Cruvinel explica os riscos jurídicos da IA na produção acadêmica

Em live da Revista Fator Jurídico, Sthefano Cruvinel explica os riscos jurídicos da IA na produção acadêmica

Sthefano Cruvinel
Sthefano Cruvinel
Inteligência Artificial
29 Jan 2026
Em live da Revista Fator Jurídico, Sthefano Cruvinel explica os riscos jurídicos da IA na produção acadêmica

A live “A produção acadêmica e os riscos de utilização da Inteligência Artificial” no Youtube da Revista Fator Jurídico, trouxe à tona um dos debates mais sensíveis e atuais do meio acadêmico e jurídico: os limites éticos, técnicos e jurídicos do uso da IA na produção intelectual. Com a participação do jurista Sthefano Cruvinel, a discussão evidenciou que, embora a tecnologia seja uma aliada poderosa, seu uso indiscriminado pode gerar consequências graves, especialmente no ambiente universitário.

Durante a conversa, ficou claro que a facilidade proporcionada pelas inteligências artificiais não elimina, ao contrário, intensifica, a responsabilidade de quem escreve. A produção acadêmica exige autoria, profundidade e método, e não apenas rapidez. Quando a IA passa de ferramenta auxiliar para substituta do pensamento humano, surgem riscos concretos como plágio, violação de direitos autorais, invalidação de trabalhos, reprovação em bancas e até a devolução de bolsas acadêmicas.

Um dos pontos centrais debatidos foi a atuação cada vez mais rigorosa das universidades e revistas científicas no combate ao uso indevido de IA. Ferramentas de detecção, aliadas a normas institucionais e entendimentos jurídicos consolidados, vêm resultando em sanções severas. O dano, nesses casos, é presumido: não se discute a intenção do autor, mas a ocorrência da violação. A ética, portanto, não aparece como um freio tecnológico, mas como condição indispensável de uso.

Sthefano Cruvinel destacou ainda que o verdadeiro valor da produção acadêmica está no exercício do pensar. Escrever é um processo formativo, que envolve leitura crítica, organização de ideias, gestão do tempo e construção de argumentos com lastro probatório. Utilizar IA para executar textos, estruturar capítulos ou “pensar pelo autor” compromete a essência do saber acadêmico e contamina a produção desde a origem.

Ao final, a live deixou uma mensagem clara e necessária: o futuro da produção acadêmica não pertence a quem escreve mais rápido, mas a quem escreve com responsabilidade, ética e autoria própria. A Inteligência Artificial pode auxiliar na organização, na síntese e na revisão crítica, desde que a decisão final seja humana. Fora desses limites, inovação deixa de ser vantagem e passa a ser risco jurídico real.

Fonte: Revista Fator Jurídico

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