A formulação de quesitos é uma das armas mais poderosas e subestimadas no processo judicial, especialmente quando se trata de uma perícia técnica. Muitos advogados e profissionais ainda subestimam o impacto de um quesito bem estruturado. No entanto, é exatamente essa linha de questionamento que pode orientar a interpretação do perito, fazendo toda a diferença no resultado final do laudo. Quando o quesito é mal formulado ou impreciso, a resposta obtida não atenderá à expectativa desejada, e, por consequência, a defesa perde força desde o início do processo.
A clareza na formulação dos quesitos garante que o perito entenda exatamente o que está sendo solicitado, sem margem para interpretações erradas. A perícia técnica tem um papel crucial em processos, pois seus resultados frequentemente influenciam o rumo do julgamento. Ao dominar a técnica de formular quesitos estratégicos, é possível direcionar a narrativa do laudo de maneira favorável, aumentando as chances de sucesso no processo. A habilidade de questionar corretamente é uma vantagem técnica que, quando bem utilizada, pode se tornar um fator decisivo no desfecho de uma ação.
O processo de quesitação envolve mais do que simplesmente “enviar perguntas”. Ele exige um raciocínio estratégico e uma profunda compreensão do caso em questão. Quem entende os detalhes técnicos do que está sendo discutido pode estruturar perguntas que conduzam o perito à resposta desejada. Isso não significa manipular a verdade, mas garantir que as questões sejam formuladas de forma que o perito possa responder de maneira precisa e útil, apoiando sua argumentação.
Se sua empresa ainda se limita a enviar quesitos genéricos e mal formulados, é hora de repensar essa abordagem. Um quesito bem feito é mais do que uma simples pergunta; é uma estratégia que pode moldar a narrativa técnica e, consequentemente, o futuro do processo. Dominar essa habilidade não é apenas uma questão de técnica jurídica, mas de uma visão estratégica que pode colocar sua empresa em uma posição de vantagem nas disputas judiciais.
Autoria de Sthefano Cruvinel por WMB Marketing Digital
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