Na última semana, quando uma onda de calor de início de verão cobriu New Jersey, parecia o momento perfeito para se deparar com uma nova e preocupante previsão da Accenture: as emissões de carbono dos data centers de inteligência artificial estão a caminho de aumentar 11 vezes até 2030.
O relatório estima que, nos próximos cinco anos, os data centers de IA poderão consumir 612 terawatts-hora de eletricidade — aproximadamente o equivalente ao consumo anual total de energia do Canadá — impulsionando um aumento de 3,4% nas emissões globais de carbono.
E a pressão não para na rede elétrica. Em um momento em que os recursos de água doce já estão sob severa pressão, projeta-se que os data centers de IA consumirão mais de 3 bilhões de metros cúbicos de água por ano — um volume que supera as retiradas anuais de água doce de países inteiros como Noruega ou Suécia.
Não surpreendentemente, o relatório — Powering Sustainable AI — oferece recomendações para conter o problema e evitar que esses números se tornem realidade. Mas, com manchetes quase diárias sobre as enormes construções de data centers de IA das Big Techs nos EUA e no mundo, não se pode deixar de ser céticos. A urgência da corrida de IA contra a China parece não deixar muito espaço — ou tempo — para pensar seriamente sobre sustentabilidade.
Fonte: InfoMoney
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